A necrose da cabeça do fêmur, também chamada de osteonecrose ou necrose avascular, acontece quando o sangue deixa de chegar adequadamente à cabeça do fêmur e parte do osso morre. Sem tratamento, o osso pode afundar e levar à artrose. A doença atinge principalmente adultos entre 30 e 60 anos, é mais frequente em homens e, muitas vezes, afeta os dois quadris.

Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele coordenou por 17 anos a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do Hospital Governador Celso Ramos e acompanha de perto o tratamento dessa doença.

Quais são as causas?

As duas principais causas que não envolvem trauma são o consumo excessivo de álcool e o uso prolongado de corticoides, medicamentos derivados da cortisona. Traumas como luxações e fraturas do quadril também podem lesionar os vasos que nutrem a cabeça do fêmur, e a demora em reduzir uma luxação aumenta esse risco.

Outras condições associadas incluem doença falciforme, doença de Gaucher, lúpus, doença de Crohn, alterações de coagulação e alguns tratamentos, como a quimioterapia. Em parte dos casos, a causa não é identificada.

Quais são os sintomas?

No início, a necrose pode não causar nenhum sintoma. Depois surge dor na virilha ou na nádega, como um incômodo constante ou latejante, que piora ao apoiar o peso e caminhar. Com a progressão ao longo de meses ou anos, a dor aumenta, o movimento diminui e o paciente passa a mancar.

Como é feito o diagnóstico?

A radiografia mostra as fases mais avançadas, quando já há alteração na forma da cabeça do fêmur. A ressonância magnética é o exame mais importante, porque detecta a necrose antes que ela apareça no raio X, ainda nas fases iniciais, quando há mais opções para preservar o quadril. Por ser comum nos dois lados, o outro quadril também costuma ser avaliado.

Como é o tratamento?

Não existe medicamento capaz de restaurar a circulação da cabeça do fêmur. Por isso, o tratamento depende da fase da doença e do tamanho da área afetada.

Fases iniciais

O objetivo é tentar preservar a cabeça do fêmur. As opções incluem retirar a carga com muletas, fisioterapia e medicamentos para dor, além de procedimentos cirúrgicos como a descompressão, em que perfurações na cabeça do fêmur buscam aliviar a pressão interna e estimular a recuperação. Essas perfurações podem ser associadas a enxerto ósseo do próprio paciente. Existem também técnicas com enxerto ósseo vascularizado, que levam osso junto com sua artéria, mas são cirurgias mais complexas e sem garantia de sucesso.

Fases avançadas

Quando a cabeça do fêmur já afundou e a artrose está instalada, com muita dor e dificuldade para caminhar, a prótese total de quadril é o tratamento mais eficaz. A prótese em pacientes com necrose tem particularidades em relação à artrose comum, o que reforça a importância da experiência do cirurgião.

Por que o diagnóstico precoce importa?

Quanto antes a necrose é identificada, maiores as chances de preservar a articulação. Pessoas que usam corticoide por longos períodos ou consomem álcool em excesso e começam a sentir dor na virilha devem procurar avaliação sem demora.

Perguntas frequentes

O que é necrose da cabeça do fêmur?

É a morte do tecido ósseo da cabeça do fêmur por falta de circulação sanguínea. Com o tempo, o osso pode perder a forma e levar ao desgaste da articulação.

Quais são as causas da necrose da cabeça do fêmur?

Entre as causas e fatores de risco mais conhecidos estão o uso prolongado de corticoides, o consumo excessivo de álcool, traumas e algumas doenças do sangue. Em parte dos casos, a causa não é identificada.

Quais os primeiros sintomas?

No início pode não haver sintomas. Depois surge dor na virilha, que pode irradiar para a coxa e piorar ao caminhar.

Necrose da cabeça do fêmur tem tratamento?

Sim. Nas fases iniciais há procedimentos que buscam preservar a cabeça do fêmur. Quando a articulação já está muito comprometida, a prótese de quadril é a opção mais indicada.

Agende sua avaliação

Se você tem dor na virilha e fatores de risco para necrose, uma avaliação especializada e precoce faz diferença no tratamento. Agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.

Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis

Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras

CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).

Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.

Referências: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Osteonecrosis of the Hip.

Necrose da Cabeça do Fêmur: Sintomas e Tratamento