A fratura de fêmur no idoso, também chamada de fratura do quadril, quase sempre acontece após uma queda simples em casa e, na maioria dos casos, precisa de cirurgia. A recomendação é operar nas primeiras 24 a 48 horas, assim que o paciente estiver clinicamente estável, para reduzir complicações e permitir que ele volte a se movimentar o quanto antes.
Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Governador Celso Ramos e explica abaixo o que a família precisa saber.
Por que os idosos fraturam o fêmur com tanta facilidade?
Com o envelhecimento, a osteoporose deixa os ossos mais frágeis. Ao mesmo tempo, perda de força, equilíbrio e visão, além de alguns medicamentos, aumentam o risco de quedas. A combinação desses fatores faz com que uma queda da própria altura seja suficiente para quebrar o fêmur. Nos Estados Unidos, mais de 300 mil pessoas sofrem fratura de quadril por ano, a maioria com 65 anos ou mais.
Como reconhecer uma fratura de fêmur?
- dor forte na virilha ou no quadril depois de uma queda;
- dificuldade ou impossibilidade de apoiar o peso na perna;
- perna aparentemente mais curta ou virada para fora;
- inchaço ou hematoma na região.
Diante desses sinais, não tente levantar a pessoa para “testar” se ela anda. Mantenha-a confortável, aquecida e procure atendimento de emergência.
Quais são os tipos de fratura?
As mais comuns são a fratura do colo do fêmur, logo abaixo da cabeça do osso, e a fratura transtrocantérica, um pouco mais abaixo. O tipo e o desvio da fratura definem a cirurgia.
Como é a cirurgia?
- fratura do colo sem desvio: costuma ser fixada com parafusos;
- fratura do colo com desvio: geralmente é tratada com prótese, parcial ou total;
- fratura transtrocantérica: costuma ser fixada com placa e parafuso deslizante ou com haste intramedular.
Por que operar rápido?
Ficar deitado por muito tempo aumenta o risco de trombose, pneumonia, escaras e confusão mental, problemas que podem ser mais graves do que a própria fratura. A cirurgia permite que o paciente sente e comece a caminhar com apoio logo nos primeiros dias, geralmente já no dia seguinte, com a fisioterapia.
Como é a recuperação?
A reabilitação começa no hospital e continua em casa ou em clínica. O objetivo é recuperar a capacidade de caminhar e a independência. O resultado depende da saúde geral e de como o paciente caminhava antes da queda. Muitos idosos precisam de mais ajuda nas atividades do dia a dia nos primeiros meses, e o apoio da família faz grande diferença.
Como prevenir uma nova fratura?
Quem já teve uma fratura por fragilidade tem maior risco de outras. Tratar a osteoporose, adaptar a casa com boa iluminação, barras de apoio e sem tapetes soltos, revisar medicamentos que causam tontura e manter exercícios de força e equilíbrio são medidas fundamentais.
Perguntas frequentes
Fratura de fêmur em idoso precisa de cirurgia?
Na grande maioria dos casos, sim. A cirurgia permite que o paciente volte a sentar, levantar e caminhar mais cedo, o que reduz complicações como trombose, pneumonia e escaras.
Quanto tempo depois da queda deve ser feita a cirurgia?
O quanto antes, assim que o paciente estiver clinicamente estável. Diretrizes internacionais recomendam operar preferencialmente nas primeiras 24 a 48 horas.
O idoso volta a andar depois da fratura de fêmur?
Muitos voltam, mas a recuperação depende da condição de saúde e de como o paciente caminhava antes da queda. A fisioterapia precoce é fundamental nesse processo.
Como prevenir fratura de fêmur em idosos?
Tratar a osteoporose, adaptar a casa para evitar quedas, revisar medicamentos que causam tontura e manter atividade física com fortalecimento e equilíbrio são as principais medidas.
Agende sua avaliação
Se um familiar idoso sofreu uma queda ou já teve fratura de fêmur, a avaliação com um especialista em quadril ajuda no tratamento e na prevenção de novas fraturas. Agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Hip Fractures.


