A displasia do quadril no adulto é uma alteração no formato da articulação em que o acetábulo, o encaixe da bacia, é raso e não cobre bem a cabeça do fêmur. Isso concentra as cargas em uma área menor, sobrecarrega a cartilagem e o lábio acetabular e pode levar à artrose precoce. Muitas vezes a displasia passa despercebida na infância e só causa sintomas na adolescência ou na vida adulta.
Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele explica como reconhecer a displasia e quais caminhos de tratamento existem.
Por que a displasia aparece só na vida adulta?
A displasia nasce com a pessoa ou se desenvolve na primeira infância. Os casos mais evidentes costumam ser identificados nos primeiros meses de vida, mas formas mais leves podem escapar dos exames de triagem. Nesses casos, o quadril funciona razoavelmente por anos, até que a sobrecarga sobre a cartilagem e o lábio começa a causar dor. A displasia é mais comum em mulheres, em primeiros filhos e em quem nasceu sentado.
Quais são os sintomas?
- dor na virilha, no começo leve e ocasional, que tende a ficar mais frequente e intensa;
- dor que piora com a atividade ou no fim do dia;
- estalos, travamentos ou sensação de que o quadril prende;
- cansaço na perna e, em alguns casos, sensação de instabilidade;
- dor na lateral do quadril, pela sobrecarga dos músculos glúteos.
Qual a relação com a artrose?
Como o encaixe é raso, a força do corpo se concentra em uma área pequena da cartilagem. Com o tempo, essa cartilagem se desgasta e o lábio acetabular pode se romper. Por isso, a displasia é uma das causas mais importantes de artrose de quadril em pessoas jovens.
Como é feito o diagnóstico?
O exame físico é combinado com exames de imagem. A radiografia da bacia permite medir a cobertura da cabeça do fêmur e a inclinação do acetábulo. A tomografia ajuda a entender o formato da bacia em três dimensões, e a ressonância magnética avalia o lábio e a cartilagem.
Como é o tratamento?
Sem cirurgia
Em casos leves ou com poucos sintomas, o tratamento inclui acompanhamento, ajuste das atividades, fisioterapia com fortalecimento da musculatura do quadril e medicamentos para dor quando necessário.
Com cirurgia
Em pacientes jovens, sem artrose avançada, a osteotomia periacetabular reposiciona o acetábulo por meio de cortes na bacia, para que ele passe a cobrir melhor a cabeça do fêmur. Ela pode ser associada à artroscopia para tratar lesões do lábio. Quando já existe desgaste importante da articulação, a prótese de quadril é a opção indicada.
Por que avaliar cedo?
As cirurgias que preservam o quadril funcionam melhor quando a cartilagem ainda está em bom estado. Por isso, mulheres jovens com dor na virilha persistente, especialmente com histórico de problema no quadril na infância, devem buscar avaliação com um especialista.
Perguntas frequentes
O que é displasia do quadril no adulto?
É uma alteração no formato da articulação em que o acetábulo, a parte da bacia que recebe a cabeça do fêmur, é raso e não cobre bem o fêmur. Isso sobrecarrega a cartilagem e pode levar à artrose precoce.
Displasia do quadril pode ser descoberta só na vida adulta?
Sim. Formas mais leves podem passar despercebidas na infância e só causar sintomas na adolescência ou na vida adulta, geralmente como dor na virilha.
Quais os sintomas da displasia no adulto?
Dor na virilha ou na lateral do quadril, cansaço na perna após caminhar e sensação de instabilidade são os sintomas mais comuns.
Displasia do quadril tem tratamento?
Sim. Depende da idade, do grau de desgaste e dos sintomas. As opções vão de fisioterapia a cirurgias que corrigem o formato da articulação ou, em casos avançados, a prótese.
Agende sua avaliação
Se você tem dor na virilha persistente e suspeita de displasia, uma avaliação especializada ajuda a proteger a articulação enquanto ainda há mais opções de tratamento. Agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Adolescent Hip Dysplasia. American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Osteoarthritis of the Hip.


