Bursite trocantérica e tendinite glútea são as principais causas de dor na lateral do quadril. Hoje os ortopedistas reúnem as duas sob o nome de síndrome dolorosa do grande trocânter, porque na maioria dos casos o problema principal está nos tendões dos músculos glúteos, e não apenas na bursa. O tratamento sem cirurgia resolve a grande maioria dos casos.
Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele explica como as duas condições se relacionam e o que funciona no tratamento.
O que é a bursa e o que são os tendões glúteos?
Na lateral do quadril existe uma saliência óssea chamada grande trocânter. Nela se prendem os tendões do glúteo médio e do glúteo mínimo, músculos que estabilizam a bacia ao caminhar. Sobre essa região ficam as bursas, pequenas bolsas com líquido que reduzem o atrito entre os tecidos. A inflamação da bursa é a bursite; a inflamação ou o desgaste dos tendões é a tendinite, ou tendinopatia.
Quem tem mais risco?
A síndrome afeta cerca de 15% das mulheres e 8% dos homens. É mais frequente entre os 40 e os 60 anos e em pessoas com excesso de peso, que têm um risco bem maior. Atividades repetitivas, diferença no comprimento das pernas e fraqueza dos glúteos também contribuem.
Quais são os sintomas?
- dor na lateral do quadril, sensível ao toque;
- piora ao deitar sobre o lado afetado;
- dor ao subir escadas, caminhar ou ficar muito tempo sentado;
- dor que pode descer pela lateral da coxa;
- desconforto ao cruzar as pernas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é principalmente clínico, pelo exame físico que localiza a dor e testa a força dos glúteos. A radiografia ajuda a descartar artrose e outras causas. O ultrassom e a ressonância magnética mostram o estado dos tendões e a presença de inflamação na bursa ou de rupturas.
Como é o tratamento?
O tratamento conservador funciona em mais de 90% dos casos. A base é a fisioterapia, com fortalecimento progressivo dos glúteos e da musculatura do quadril, além de orientações para evitar posições que comprimem os tendões, como cruzar as pernas e deitar sobre o lado dolorido.
Anti-inflamatórios podem ser usados por períodos curtos. A infiltração com corticoide alivia a dor, mas o efeito tende a ser temporário e os estudos mostram maior chance de recorrência a longo prazo, por isso ela deve ser combinada com os exercícios. Outras opções, como a terapia por ondas de choque, podem ser discutidas em casos selecionados.
A cirurgia fica reservada para casos que não melhoram com o tratamento ou para rupturas importantes dos tendões glúteos.
Bursite e artrose podem acontecer juntas?
Sim. E quando isso acontece, os sintomas costumam ser mais persistentes. Por isso é importante que a avaliação investigue também a articulação do quadril, para que o tratamento seja direcionado às duas condições.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre bursite e tendinite no quadril?
A bursite é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa que reduz o atrito na lateral do quadril. A tendinite atinge os tendões dos músculos glúteos. As duas causam dor na lateral e muitas vezes aparecem juntas.
Quem tem mais risco de bursite trocantérica?
É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos, em pessoas com fraqueza dos glúteos e em quem passa por aumento brusco de atividade física ou fica muito tempo sentado.
Infiltração resolve bursite no quadril?
A infiltração pode aliviar a dor por um período, mas não corrige a causa. Os melhores resultados vêm da combinação com fisioterapia e fortalecimento muscular.
Bursite no quadril precisa de cirurgia?
Raramente. A grande maioria dos casos melhora com tratamento conservador. A cirurgia é considerada quando há lesão importante dos tendões ou quando a dor persiste apesar do tratamento.
Agende sua avaliação
Se a dor na lateral do quadril está limitando sua rotina ou seu sono, uma avaliação especializada ajuda a montar o tratamento certo. Agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: StatPearls. Greater Trochanteric Pain Syndrome (Greater Trochanteric Bursitis). NCBI Bookshelf. Chamberlain R. Hip Pain in Adults: Evaluation and Differential Diagnosis. American Family Physician, 2021.


