O PRP, sigla para plasma rico em plaquetas, é preparado a partir do sangue do próprio paciente e aplicado com o objetivo de aliviar a dor. Para a artrose de quadril, porém, as evidências são limitadas: a diretriz de 2019 do Colégio Americano de Reumatologia recomenda fortemente não usá-lo, e a Resolução nº 2.464/2026 do Conselho Federal de Medicina não incluiu o quadril entre as indicações liberadas no Brasil.
Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele explica o que é o PRP e por que é importante conhecer as regras antes de considerar esse tratamento.
O que é o PRP?
Uma pequena quantidade de sangue é coletada do próprio paciente e processada para concentrar as plaquetas, que liberam substâncias ligadas à cicatrização. Esse concentrado é então injetado na região tratada. A ideia é estimular a recuperação dos tecidos e reduzir a inflamação.
O que dizem os estudos sobre o quadril?
Os estudos sobre PRP na artrose de quadril têm resultados variados e, no conjunto, não mostram benefício consistente. Por isso, a diretriz de 2019 do Colégio Americano de Reumatologia e da Arthritis Foundation recomenda fortemente não usar PRP na artrose de quadril e de joelho. A mesma diretriz também recomenda não usar injeções de células-tronco.
O que diz o CFM?
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina publicou em 2026 a Resolução nº 2.464, que liberou o PRP apenas como tratamento complementar em quatro situações: artrose de joelho, doença do disco lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo de menisco. O quadril não está entre elas. Fora dessas indicações, o uso do PRP continua restrito.
Mesmo nas situações permitidas, a resolução exige que a indicação, a aplicação e o acompanhamento sejam feitos por médico e que o paciente assine um termo de consentimento com informações sobre benefícios esperados, limitações científicas, riscos e alternativas.
Então o que fazer na artrose de quadril?
Há tratamentos com eficácia mais bem estabelecida: exercícios orientados, perda de peso quando necessária, bengala nos momentos de mais dor, anti-inflamatórios com acompanhamento médico e infiltração com corticoide guiada por imagem. Quando essas medidas não controlam mais a dor, a prótese de quadril é a opção com melhores resultados.
Como avaliar promessas de tratamento?
É comum encontrar ofertas de terapias “regenerativas” para o quadril. Antes de decidir, vale perguntar o que dizem as diretrizes, se o tratamento é autorizado pelo CFM para aquela indicação e quais são as alternativas. Um especialista em quadril pode ajudar a separar o que tem comprovação do que ainda é experimental.
Perguntas frequentes
O que é PRP?
PRP é o plasma rico em plaquetas, obtido a partir do sangue do próprio paciente. Depois de processado, ele é aplicado na articulação ou nos tendões com o objetivo de reduzir a dor.
PRP funciona para artrose de quadril?
As evidências são limitadas e não mostram benefício consistente. A diretriz de 2019 do Colégio Americano de Reumatologia recomenda fortemente não usar PRP na artrose de quadril.
PRP no quadril é coberto pelo plano de saúde?
Em geral, não. Além disso, o quadril não está entre as indicações liberadas pela Resolução CFM nº 2.464/2026.
Quem pode fazer PRP no quadril?
Pela Resolução CFM nº 2.464/2026, o PRP só pode ser usado como tratamento complementar em quatro indicações, e o quadril não está entre elas. Nas situações permitidas, a indicação e a aplicação são atos exclusivamente médicos.
Agende sua avaliação
Se você está avaliando tratamentos para a artrose de quadril e quer entender as opções com comprovação, agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: Kolasinski SL et al. 2019 American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Guideline for the Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee. Arthritis Care & Research, 2020. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.464/2026, sobre o uso do plasma rico em plaquetas.


