A lesão labral é uma lesão no lábio acetabular, um anel de fibrocartilagem que contorna a borda do encaixe do quadril. Ela costuma causar dor na virilha que piora com a atividade, além de estalos, travamentos ou sensação de que o quadril prende. A causa mais comum é o impacto femoroacetabular, e o tratamento começa, na maioria dos casos, com fisioterapia.
Quem orienta é o Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (CRM/SC 5382, RQE 4946). Ele explica abaixo como o lábio funciona, por que ele se lesiona e como é o tratamento.
O que é o lábio acetabular?
O lábio, ou labrum, é uma pequena estrutura de fibrocartilagem com formato triangular que fica na borda do acetábulo, contornando quase toda a articulação. Sua composição lembra a do menisco do joelho. Ele tem apenas cerca de 2 milímetros de largura, mas aumenta a cobertura da cabeça do fêmur e ajuda a manter um selo de líquido dentro da articulação, que contribui para a estabilidade e a lubrificação do quadril.
Por que o lábio se lesiona?
- impacto femoroacetabular, o mecanismo mais frequente, em que o atrito repetido entre os ossos machuca o lábio;
- displasia do quadril, quando o acetábulo é raso e o lábio fica sobrecarregado;
- traumas, como luxações e fraturas da bacia ou do acetábulo;
- desgaste da articulação com o passar dos anos.
A lesão pode acontecer tanto em pessoas sedentárias quanto em atletas amadores e profissionais.
Quais são os sintomas?
A dor costuma ficar na frente do quadril, na virilha. Ela tende a ser cíclica, com períodos de melhora e piora ligados à atividade: quanto mais esforço, mais dor, e o repouso costuma aliviar. Caminhar, correr, saltar, mudar de direção, entrar e sair do carro e sentar em lugares baixos ou por muito tempo são situações típicas de piora. Estalos e travamentos também são frequentes. A dor durante a relação sexual, dependendo da posição, aparece em uma parte importante dos pacientes e merece ser comentada na consulta.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico, com testes que reproduzem a dor. As radiografias em diferentes posições são indispensáveis para entender o formato da bacia e identificar impacto ou displasia. Para ver o lábio, a artrorressonância, que é a ressonância com contraste dentro da articulação, costuma ter maior sensibilidade que a ressonância comum. A tomografia não é um bom exame para enxergar o lábio, mas pode ajudar a entender alterações no formato dos ossos.
Como é o tratamento?
O tratamento começa com fisioterapia, ajuste das atividades e controle da dor. Muitos pacientes melhoram assim. Quando os sintomas persistem, ou quando existe uma alteração óssea que continua machucando o lábio, a artroscopia de quadril permite reparar a lesão e corrigir a causa, como o excesso de osso do impacto femoroacetabular, por pequenos cortes.
Tratar a causa é tão importante quanto tratar a lesão. Sem corrigir o impacto ou a sobrecarga, o lábio tende a se lesionar de novo.
Perguntas frequentes
O que é lesão labral do quadril?
É uma lesão no lábio acetabular, um anel de cartilagem que contorna o encaixe do quadril e ajuda a estabilizar a articulação.
Quais os sintomas da lesão labral?
Dor na virilha, estalos, travamentos ou sensação de que o quadril prende durante o movimento estão entre os sintomas mais comuns.
Qual exame mostra a lesão do lábio acetabular?
A ressonância magnética é o exame mais usado. Em alguns casos, é feita com contraste dentro da articulação, a artrorressonância, para mostrar melhor a lesão.
Lesão labral sempre precisa de cirurgia?
Não. O tratamento costuma começar com fisioterapia e controle da dor. A artroscopia é considerada quando os sintomas continuam ou quando há uma alteração óssea que mantém a lesão.
Agende sua avaliação
Se você sente dor na virilha com estalos ou travamentos no quadril, uma avaliação especializada ajuda a confirmar o diagnóstico e definir o tratamento. Agende uma consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Femoroacetabular Impingement. Chamberlain R. Hip Pain in Adults: Evaluation and Differential Diagnosis. American Family Physician, 2021.


