A hora de operar o quadril chega quando a dor passa a limitar o dia a dia, aparece também em repouso ou à noite, e os tratamentos sem cirurgia já não trazem alívio suficiente. O raio X ajuda a confirmar o diagnóstico, mas a decisão é baseada principalmente em como a doença afeta a sua vida.
Essa avaliação é feita pelo Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras, ortopedista especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis. Foram 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde coordenou o Grupo de Quadril e chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Ele explica abaixo os sinais que levam a considerar a cirurgia.
Quais sinais mostram que pode ser a hora da cirurgia?
A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos lista quatro situações principais em que a prótese de quadril costuma ser recomendada:
- dor que limita atividades simples, como caminhar, abaixar, calçar meias ou entrar no carro;
- dor em repouso, durante o dia ou à noite, a ponto de atrapalhar o sono;
- rigidez no quadril que dificulta movimentar ou levantar a perna;
- alívio insuficiente com anti-inflamatórios, fisioterapia ou uso de bengala.
Na prática, muitos pacientes descrevem que deixaram de fazer coisas de que gostavam: caminhar na praia, viajar, brincar com os netos. Quando a vida começa a girar em torno da dor, é hora de conversar sobre cirurgia.
A cirurgia é sempre o primeiro caminho?
Não. Na maioria dos casos de artrose de quadril, o tratamento começa sem cirurgia. Fisioterapia para fortalecer a musculatura, controle do peso, ajustes nas atividades, medicamentos para a dor e, em alguns casos, infiltrações podem aliviar os sintomas por bastante tempo.
A cirurgia entra em cena quando essas medidas deixam de funcionar ou quando a doença já está avançada a ponto de não responder a elas. Cada caso é avaliado individualmente, considerando exames, sintomas e expectativas do paciente.
O que acontece se eu esperar demais?
Adiar a cirurgia não costuma colocar a vida em risco, mas tem consequências. Com a dor, a pessoa tende a se movimentar menos. Isso enfraquece os músculos, reduz o condicionamento e pode sobrecarregar a coluna, o joelho e o outro quadril, por causa das compensações ao caminhar.
Pacientes que chegam à cirurgia muito debilitados costumam ter uma recuperação mais lenta. Por outro lado, operar cedo demais, sem esgotar as alternativas, também não é o ideal. O momento certo é aquele em que os benefícios esperados superam os riscos do procedimento, e essa conta é feita junto com o especialista.
Existe idade certa para operar o quadril?
Não existe idade mínima ou máxima. Pessoas mais jovens podem ter indicação quando a dor e a limitação são importantes, por exemplo em casos de necrose da cabeça do fêmur ou displasia. Idosos com boa saúde geral também se beneficiam da cirurgia.
O que se avalia é a condição clínica, a gravidade da doença e o impacto na qualidade de vida. Em pacientes jovens, a conversa inclui a possibilidade de uma revisão da prótese no futuro.
Como é a avaliação antes de decidir?
A consulta inclui a conversa sobre os sintomas, o exame físico do quadril e a análise de exames de imagem, como radiografias e, quando necessário, ressonância magnética. Também são avaliadas doenças associadas, como diabetes, problemas cardíacos e osteoporose, que influenciam o planejamento.
Com essas informações, o ortopedista apresenta as opções de tratamento, com e sem cirurgia, e o paciente decide com clareza o que faz mais sentido para ele.
Perguntas frequentes
O raio X mostrou artrose avançada. Preciso operar já?
Não necessariamente. Há pacientes com imagens muito alteradas e poucos sintomas, e o contrário também acontece. A decisão considera principalmente a dor e a limitação no dia a dia.
Tomar remédio para dor todo dia é sinal de que preciso operar?
Pode ser. O uso contínuo de analgésicos e anti-inflamatórios tem efeitos colaterais e, quando é a única forma de manter a rotina, vale reavaliar o tratamento com o especialista.
Posso operar os dois quadris?
Sim, quando os dois lados têm indicação. Em geral as cirurgias são feitas em momentos separados, mas a estratégia é definida caso a caso.
A cirurgia de quadril é muito arriscada?
A prótese de quadril é uma das cirurgias ortopédicas mais realizadas no mundo e tem altos índices de satisfação. Como todo procedimento, tem riscos, como infecção, trombose e luxação, que são discutidos na consulta e reduzidos com preparo e cuidados adequados.
Agende sua avaliação
Se a dor no quadril está mudando a sua rotina, uma avaliação especializada ajuda a entender as opções. Agende sua consulta pelo telefone (48) 3224-0067. O consultório fica na Rua Cristóvão Nunes Pires, 110, sala 1102, no Centro de Florianópolis. Conheça o trabalho do Dr. Contreras em cirurgia do quadril.
Dr. Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras
CRM/SC 5382 | RQE 4946 | TEOT 13668
Ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do quadril em Florianópolis (SC).
Atuou por 29 anos no Hospital Governador Celso Ramos, onde chefiou o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, coordenou o Grupo de Quadril e formou especialistas por 22 anos. Coordenou a Equipe de Captação e Transplante de Tecido Ósseo do hospital de 2001 a 2018. Hoje opera no Hospital Unimed e no Hospital SOS Cárdio.
Referências: American Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo). Total Hip Replacement.


